Mapa divulgou que CPRs concentram 45% do crédito do 1º semestre do Plano Safra 25/26
Dados do SICOR/Banco Central mostram retração de R$ 16 bi em concessões para investimento enquanto emissões de CPR crescem 30%, atingindo R$ 121,9 bi entre julh
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O crédito rural destinado a investimentos registrou queda de 41% nas concessões efetivas entre julho e dezembro de 2025, totalizando R$ 24,09 bilhões liberados aos produtores rurais. Os dados constam do Boletim de Desempenho do Crédito Rural divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com informações extraídas do SICOR/Banco Central.
O volume total de recursos concedidos somou R$ 270,41 bilhões no primeiro semestre do Plano Safra 2025/2026, queda de 2% em relação ao período anterior. A retração foi generalizada: custeio recuou 18% (R$ 88,88 bilhões), investimento caiu 41% (R$ 24,09 bilhões) e comercialização reduziu 9% (R$ 18,09 bilhões). O número de contratos firmados diminuiu 25%, passando de 407.163 para 304.476 operações.
Programas de investimento em queda acentuada
Os principais programas registraram perdas expressivas. O Moderfrota despencou 57,5%, de R$ 5,56 bilhões para R$ 2,36 bilhões. O Inovagro recuou 46,5%, o RenovAgro caiu 44% e o Pronamp para investimento teve queda de 43,9%. O Prodecoop praticamente colapsou, com retração de 89,5%.
O próprio boletim governamental reconhece que o cenário se apresenta mais restritivo, com as taxas de juros balizadas pela Selic de 15% ao ano exercendo papel determinante no comportamento retraído do mercado. Até outubro de 2025, apenas 25% dos R$ 49,5 bilhões programados em recursos equalizáveis para investimento haviam sido efetivamente liberados.
CPR cresce 30% e representa 45% do crédito concedido
Diante das restrições, os produtores intensificaram a captação via Cédulas de Produto Rural. As emissões de CPR atingiram R$ 121,98 bilhões, crescimento de 30%. A participação da CPR no total do crédito concedido à agricultura empresarial evoluiu de 34% para 45%.
Todas as regiões registraram queda em contratos e valores. O Nordeste foi o mais impactado, com redução de 41,4% nos contratos e 33,9% nos valores. O total de crédito contratado mas ainda não liberado aos produtores soma R$ 17,1 bilhões.