Ex-ministra da Agricultura e liderança da FPA, Tereza Cristina mantém candidatura à presidência do Senado
A senadora busca apoio do Centrão e aposta no diálogo político para chegar à presidência do Senado em 2027
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, mantém sua candidatura à presidência do Senado Federal e busca ampliar o apoio de partidos do Centrão para a eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Com trajetória política ligada ao agronegócio, a parlamentar aposta na interlocução com diferentes setores da Casa para se posicionar como uma alternativa às candidaturas de Davi Alcolumbre (União-AP) e Rogério Marinho (PL-RN).
A tentativa de unificação da oposição em torno de um único nome não avançou. Tereza Cristina e Rogério Marinho permanecem na disputa, enquanto Alcolumbre busca a recondução ao comando do Senado. A senadora pretende atrair parlamentares que demonstram resistência tanto à candidatura de Marinho quanto à continuidade da atual presidência.
A trajetória de Tereza Cristina no agronegócio
Engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias nasceu em Campo Grande (MS), em 6 de julho de 1954. Antes de ingressar na política, atuou como empresária agropecuária e participou de entidades representativas do setor.
Sua trajetória política inclui a atuação como secretária de Estado em Mato Grosso do Sul, deputada estadual e deputada federal. Entre 2019 e 2022, comandou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento durante o governo de Jair Bolsonaro.
Em 2022, foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul, com 519.251 votos. No Congresso Nacional, também presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e participou de discussões relacionadas à política agrícola, à segurança jurídica no campo e a pautas de interesse do setor produtivo.
A estratégia de Tereza Cristina é construir uma candidatura com capacidade de diálogo entre diferentes grupos políticos, inclusive parlamentares governistas. A avaliação de aliados é que a senadora possui trânsito em setores distintos do Senado e pode reunir apoio de partidos que não se identificam integralmente com os outros dois nomes em disputa.
Tereza e Marinho chegaram a se reunir para discutir uma possível composição, mas não alcançaram consenso. A senadora pretende manter sua candidatura e ampliar as articulações antes de tentar convencer o parlamentar do PL a retirar seu nome e apoiá-la.
A disputa também envolve as prioridades políticas para o Senado em 2027. Tereza Cristina defende a discussão sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas avalia que o tema não deve ser tratado como prioridade isolada.
A senadora também propõe uma agenda de reformas econômicas no Congresso Nacional, buscando ampliar o debate sobre temas que considera relevantes para o desenvolvimento do país.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisa obter maioria absoluta dos votos, desde que esteja presente a maioria absoluta dos senadores, o que corresponde a pelo menos 41 votos em uma votação com os 81 integrantes da Casa.
Segundo aliados ouvidos pela imprensa, nenhum dos nomes em discussão teria, até o momento, apoio consolidado suficiente para assegurar a vitória. A disputa permanece aberta, com articulações entre partidos e bancadas para a formação de maioria.
A candidatura de Tereza Cristina coloca uma liderança com trajetória no agronegócio no centro das articulações pelo comando do Senado, em uma eleição que poderá influenciar a agenda legislativa e econômica do país em 2027.