PL deve lançar Rogério Marinho para disputar presidência do Senado

PL deve oficializar candidatura do senador em 4 de novembro. Estratégia depende de dissidências partidárias para alcançar a maioria necessária à presidência da Casa em 2027

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PL deve lançar Rogério Marinho para disputar presidência do Senado

O Partido Liberal (PL) deve oficializar, nesta quarta-feira (04/11), a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. Atual líder da oposição, o parlamentar pretende disputar o comando da Casa com Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição para o mandato iniciado em 2025.

Marinho conta com apoio formal do Novo e articula votos de parlamentares de outras legendas para formar maioria na eleição da Mesa Diretora, prevista para 1.º de fevereiro de 2027.

A candidatura parte de uma base estimada de 32 senadores, sendo 29 do PL e três do Novo. Para conquistar a presidência, são necessários pelo menos 41 votos, considerando os 81 integrantes da Casa.

A estratégia dos aliados prevê a adesão de quatro senadores do Republicanos, dois do Progressistas (PP), um do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), um do Podemos e um do Partido Social Democrático (PSD).

A composição depende, portanto, de dissidências nas bancadas, sem que haja necessariamente apoio institucional dos respectivos partidos.

Davi Alcolumbre trabalha para manter uma aliança envolvendo União Brasil, PP, Partido dos Trabalhadores (PT), MDB, PSD e outras legendas. Segundo as projeções de seus aliados, a articulação reúne aproximadamente 39 senadores.

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já anunciou apoio à reeleição do atual presidente do Senado.

Republicanos, Podemos e PSD ainda não oficializaram suas posições. Além disso, a federação União Progressista enfrenta divergências internas, circunstância que pode influenciar as negociações entre os grupos.

Outro fator relevante é o voto secreto. Embora integrantes do PL pressionem parlamentares a declarar publicamente apoio a Marinho, a manifestação antecipada não vincula o voto na eleição.

O mecanismo também permite dissidências nas duas candidaturas, inclusive entre integrantes das bancadas que já manifestaram alinhamento político.

A eleição da Mesa Diretora do Senado Federal está marcada para 1.º de fevereiro de 2027. A escolha definirá a presidência da Casa e a composição de sua direção para o próximo período legislativo.

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