Cármen Lúcia defende 11 ministras no STF e mulher na presidência da OAB

Na abertura da 19.ª Conferência Mineira da Advocacia, a ministra afirmou que as mulheres são a maioria das advogadas que pagam anuidade à entidade

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Cármen Lúcia defende 11 ministras no STF e mulher na presidência da OAB

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a igualdade entre homens e mulheres na Corte só será alcançada quando houver 11 ministras.

A declaração foi feita na noite de quarta-feira, 4 de novembro de 2026, durante a palestra magna de abertura da 19.ª Conferência Mineira da Advocacia, em Poços de Caldas/MG.

Ao explicar a afirmação, a ministra observou que a Corte foi composta, historicamente, apenas por homens. Segundo ela, as mulheres tiveram de esperar muito tempo para conquistar espaço na instituição.

Mulheres na presidência da OAB

Ao tratar da participação feminina nos espaços de poder, Cármen Lúcia defendeu que uma mulher assuma a presidência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ela justificou a posição com a composição da advocacia: as mulheres são a maioria das advogadas que pagam anuidade à entidade.

Sobre o tema, a ministra declarou: "Eu quero mulher presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Porque a maioria das advogadas pagantes do Brasil é de mulheres."

A ministra demonstrou satisfação com os avanços na ocupação de cargos de liderança por mulheres na entidade, mas sustentou que a presença feminina deve alcançar também os principais postos.

"Acho ótimo que tenha diretoras, que tenha coordenadoras, que tenha a presidência", afirmou.

Na sequência, fez referência à história da OAB e à necessidade de ampliar a participação feminina quase um século depois de sua criação.

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