Atuação do Sistema FAEP garante desocupação de fazenda invadida
Sistema FAEP, Sindicato Rural de Terra Roxa e Polícia Militar do Paraná atuaram desde as primeiras horas da ocupação da Fazenda São Paulo, área de 1,2 mil hectares com lavouras de soja e milho.
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Cerca de 30 indígenas ocuparam, no domingo (16), parte da Fazenda São Paulo, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná. A área ocupada é produtiva, com lavoura de milho recém colhida.
Ainda no mesmo dia, o grupo deixou o local por meio de diálogo, sem uso de força.
Outra área da mesma propriedade já estava ocupada por um segundo grupo, situação que segue sem solução.
Resposta articulada das entidades rurais
O Sistema FAEP e o Sindicato Rural de Terra Roxa passaram a acompanhar o caso desde as primeiras movimentações do grupo, com orientação ao proprietário e envio imediato de advogado ao local.
O presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, atribuiu a rapidez da desocupação à mobilização conjunta com a Polícia Militar do Paraná.
"A defesa do direito de propriedade é inegociável"
O presidente do Sindicato Rural de Terra Roxa, Fernando Volpato Marques, relacionou a agilidade da resposta também à proximidade do batalhão da Polícia Militar responsável pela região: a sede administrativa do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) foi transferida de Marechal Cândido Rondon para Guaíra no início de 2026.
Histórico de ocupações e litígio de demarcação em curso
O caso se soma a uma sequência de ocupações registradas nos últimos anos em municípios do Oeste e Noroeste do Paraná, como Xambrê, Umuarama, Quedas do Iguaçu e Guaíra.
A região de Terra Roxa, Guaíra e Altônia é objeto de processo de demarcação de território de 24 mil hectares reivindicado pela etnia Ava-Guarani, atualmente sobrestado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) até que o Supremo Tribunal Federal (STF) defina a aplicação do marco temporal.
O Sistema FAEP atribui parte do agravamento do cenário fundiário a normativos federais recentes, entre eles o Decreto 11.637/2023 e o Decreto 12.710/2025, que amplia a definição de quem pode ser considerado defensor de direitos humanos.
Segundo a entidade, esses mecanismos flexibilizam normas fundiárias e enfraquecem o direito de propriedade privada no país.
O processo de demarcação segue aguardando a definição do STF sobre o marco temporal para retomar tramitação no TRF4.