MAPA lança nova fase piloto do Zarc com níveis de manejo para soja no Paraná
Projeto considera práticas agrícolas diferenciadas para definir subvenção ao seguro rural conforme níveis de manejo das áreas.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), anunciou na segunda-feira (29/09) que, a partir de outubro, será implementada a próxima etapa do projeto-piloto do Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo (ZarcNM), voltado à cultura da soja no Paraná.
O ZarcNM leva em conta o nível de manejo adotado em cada talhão, práticas sustentáveis e eficientes, para avaliar risco climático, classificando as áreas em quatro níveis (NM1 a NM4). Essa diferenciação considera indicadores como teor de cálcio no solo, tempo sem revolvimento, cobertura com palhada e diversidade de cultivos.
Para inserir sua área no sistema, o produtor deverá reunir três conjuntos de dados: cadastro da propriedade com georreferenciamento e histórico de uso; informações de sensoriamento remoto e geoprocessamento; e análises físicas e químicas do solo por amostras georreferenciadas. Todos os dados serão registrados no Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM) – etapa essencial de validação.
Na etapa inicial do piloto, operaram cooperativas, empresas de tecnologia, órgãos públicos, seguradoras, bancos e entidades de assistência técnica e extensão rural (ATER). Cada um desses foi credenciado a atuar em categorias como operador de contrato, de geoprocessamento e de análise de solo, com suboperadores associados para ampliar o escopo.
O projeto-piloto prevê destinar R$ 8 milhões em subvenção ao prêmio do seguro rural, exclusivamente para soja plantada no Paraná na safra 2025/2026. As subvenções poderão atingir até 35%, dependendo da classificação do nível de manejo da área.
O avanço previsto para 13 de outubro consiste no envio, pelas seguradoras ao Mapa, de propostas de seguro que satisfaçam os critérios técnicos da Embrapa, desde que a área tenha sido validada no SINM até 10 de outubro.
Com essa medida, o governo reforça a política de fomento à adoção de práticas agrícolas mais resilientes ao clima e à exigência de manejo técnico no agro. A expectativa é que essa fase promova maior eficiência no seguro rural e incentive produtor a cumprir padrões melhores de sustentabilidade naquela cadeia agrícola.
O piloto no Paraná pode servir de modelo para expansão a outras culturas ou estados, caso os resultados demonstrem viabilidade técnica e econômica, reforçando políticas climáticas e de crédito mais alinhadas com práticas agrícolas sustentáveis.