Pacheco é cotado para vaga no STF com possível saída de Barroso
O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) desponta entre os principais cotados para ocupar uma eventual vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), caso o atual pr
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O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) desponta entre os principais cotados para ocupar uma eventual vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), caso o atual presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, deixe sua posição antes da aposentadoria compulsória. A especulação ganhou força após declarações públicas do ministro Gilmar Mendes, que endossou o senador como “nosso candidato” à Corte.
Quem é Rodrigo Pacheco?
Rodrigo Otávio Soares Pacheco, nascido em 1976 em Porto Velho, Rondônia, é formado em Direito pela PUC Minas e possui especialização em Direito Penal Econômico. Elegeu-se deputado federal em 2014, atuando como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde se destacou por conduzir debates relevantes como o das “Dez Medidas Contra a Corrupção”.
Em 2018, foi eleito senador por Minas Gerais e, entre 2021 e 2025, presidiu o Senado Federal e o Congresso Nacional. Nesse período, destacou-se por ações como a criação da CPI da COVID-19 e políticas de renegociação de dívidas estaduais.
Por que seu nome cresce como opção para o STF?
A possibilidade de Pacheco ser indicado para o STF ganhou tração com o apoio declarado de Gilmar Mendes, que destacou que “a Corte precisa de pessoas corajosas e preparadas juridicamente” e que “o STF é jogo para adultos”, qualificativos usados para referir-se ao senador.
Além do endosso de Mendes, Pacheco também conta com o apoio do presidente do PSD, Gilberto Kassab, e possui trânsito político tanto dentro do governo quanto no Congresso, fatores que reforçam sua candidatura.
Cenário de saída de Barroso e implicações
Luís Roberto Barroso, com 67 anos, presidirá o STF até setembro, quando passará a presidência para Edson Fachin. Internamente, há forte especulação de que Barroso cogite uma aposentadoria antecipada, possivelmente para assumir um cargo diplomático na Europa, mesmo tendo até 2033 para cumprir o mandato obrigatório de magistrado.
Caso isso se concretize, caberá ao presidente Lula indicar o substituto. Nesse contexto, o nome de Pacheco se destaca entre os favoritos, ao lado de outras figuras como Bruno Dantas (TCU), Jorge Messias (AGU) e Vinícius Carvalho (CGU).
A eventual indicação de Pacheco ao STF impactaria diretamente o cenário político, sobretudo em Minas Gerais. Isso porque ele também é cotado para disputar o governo estadual em 2026, com apoio do presidente Lula. A decisão de Barroso, portanto, pode influenciar não apenas a composição da mais alta corte do país, mas também o tabuleiro eleitoral mineiro.